Interrogativos da vida
Hoje eu fiquei pensando por um longo instante debaixo de um chapéu de palha sobre a minha existência aqui na Terra. Será que estou fazendo um bom papel ou estou fazendo tudo errado? Mas quem sou eu se eu nem sei quem sou. Somente mais uma alma ocupando um lugar no espaço, quisera eu ser um ser humano e poder contar com o tempo que leva de mim a chance de eu seguir em frente e não desistir.
Quem me dirá quem sou eu, se ninguém sabe que eu existo, se eu sofro sozinho é porque ninguém já parou para ouvir o meu choro, minhas lágrimas são imperfeitas e por isso não me revela quem sou. Sou eu mais uma incógnita perdida no tempo que o tempo tenta decifrar, eu sou mais uma estrela perdida em algum céu a vagar? Quem sou eu e por que a pergunta que não me deixa continuar dormindo se é que eu estou que sonhos adormecidos aborrecem meus pensamentos e me fazem acordar na hora errada se ninguém me vê ninguém procura saber de mim?
Se eu já fui a alma dos lagos porque hoje não sou lágrimas e sim sofrimentos? Os interrogativos da vida estão por aí para fazer suspenses quando a tempestade acontece em um copo da água, mas a água evapora tudo volta ao normal. E eu fico a olhar da janela um tempo que ainda não passou e me pergunto: o que estou fazendo aqui preso se diante de mim e de uma janela de vidro eu estou a me lembrar da infância e corro pelo jardim enquanto está chovendo?
Quem sou eu se a minha imagem não reflete no espelho, e meus pensamentos são frágeis como o arco-íris que a noite não deixa torna-se visíveis, pois não há sol? Por que o tempo insiste em me dizer adeus se sou eu que estou partindo para não ver o tempo partir?
Se eu sou apenas um poeta amedrontado pelos pingos da chuva, por que será que eu ainda não tentei me esconder por entre as folhas e das pétalas das rosas que morrem no meu jardim?
Preciso entender aquilo que eu sei e que me esqueço, preciso perguntar aquilo que as respostas não conseguem explicar. Hoje a noite será fria e eu não estou com medo do escuro, mas não deixe que e a lua vá embora, eu preciso de companhia e não de perguntas. Ainda sou um pescador de respostas para as perguntas que alimentam a minha alma e que não me deixam morrer no tempo, sou eterno quando deixo de viver o mundo e sonho que nasci outra vez. Sou pequeno de mais para dizer que já me tornei grande o suficiente capaz de excluir o próprio mundo. Quem sou eu e por que a pergunta se apenas hesito em dizer te amo e te amo? Quem são as minhas palavras? Mais um emaranhado de letras desafiando as leis do universo? Sou apenas um ser capaz de dizer:- Eu sinto muito, mas não sei viver sem sonhar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário