13/12/2010

CHUVA DE LEMBRANÇAS


Chuva de lembranças

Veja como é bom
Sentir cair os pingos da chuva
Em nossas mãos
Está chovendo tão forte
Que esqueço por um instante
Que sou só mais um entre tantos
Que aguardavam ansiosos
Pela chegada da chuva
E são os mesmos pingos d’agua
Que ao misturar-se com minhas lágrimas
Disfarçam qualquer sentimento de dor
Ao lembrar que não sou o mais forte
Eu não sou o mais bravo
Sou apenas um escravo do tempo
Que aliena as minhas forças
Sou apenas mais um a pensar
“O que há de tão especial nessa noite?”
Tão fria e silenciosa
Ilustrada pela paciência insensata da chuva
Noite calma quando tudo passa
Ficando apenas o caminho longo
De uma lembrança sem fim
Quem sou eu que em meu
Disfarce sutil
Tento ser o mais bravo cavaleiro
A lutar sem proteção
Que vem te fazer sorrir
Quando seus olhos cansados de chorar
Pedem para eu ficar aqui para sempre.

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